Quando vi o trailer do filme pela primeira vez o meu pensamento prossegui na língua do filme; “that I´ve gotta see”- penseiE Valeu a pena, valeu bem a pena....
Trata-se de um filme sobre o tempo e sobre o acreditar e o saber esperar.
Para mentes demasiado “terra a terra” talvez não seja um filme bom de se ver.
Para espectadores menos dados a metáforas, não o recomendo.
Afinal, a estória passa-se toda à volta de alguém Kate Forster (Sandra Bullock) que, estando a precisar de uma mudança na sua vida, decide deixar a bela casa da lagoa que tinha alugado e mudar-se para a grande cidade.Ao partir, deixa uma nota para um novo inquilino, para que este lhe reenvie o correio dela, que eventualmente, ainda possa vir a receber.
Começa então a receber correspondência desse novo inquilino ;Alex (Keanu Reeves), um arquitecto frustrado que se mudou para a casa da lagoa.
Mas algo está errado. Kate percebe que, na realidade, Alex viveu na casa e está a escrever-lhe dois anos antes...
“Can this be happening ?” pergunta-se no filme.
Não, assim, desta forma…não pode acontecer.
Mas, se entrarmos na ficção, percebe-se que o que se pretende é que pensemos se vale a pena acreditar, mesmo naquilo que nos parece improvável.
Eu penso que sim, afinal, no nosso passado está a história do nosso futuro e no filme o que seria o futuro estava encerrado no passado, dois anos antes
E depois...bem...depois se algo nos deixa no final com os olhos nublados, e a emoção na alma,já serviu o seu propósito.
(para ver o trailer, basta clicar em cima do ícon)
1 comment:
"...duas personagens marcadas pela solidão, mesmo que essa solidão surja também como facto consumado, não sendo a palha narrativa vinda da família de Alex ou da vida amorosa do passado de Kate suficiente para tornar o filme mais consistente. Mas a verdade é que, estranhamente, até porque Reeves e Bullock são actores muito limitados, essa solidão passa e vai se mantendo até ao final do filme.
Porém, é também no final do filme que Agresti dá a machadada final naquilo que poderia ser um filme, no mínimo, interessante. Ao optar-se por um final feliz, assente no encontro “impossível” entre o duo que está todo o filme separado, acontece que se trai o conceito do filme, recuperando o fantástico que nunca se quis pegar, bem como se trai a solidão e a ideia de impossibilidade da consumação amorosa, única ideia de relevo num filme que se confirma como veículo para, esse sim, um (re)encontro: o de Reeves com Bullock"
Venenno
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